sábado, fevereiro 07, 2009
Bruno Nogueira
Não tá facil miudo =P
Crónica de Ricardo Araújo Pereira
"Às vezes um ministro engana-se e diz que está em Mafamude quando na realidade se encontra em Gulpilhares. A oposição não perdoa: manifesta indignação porque são duas freguesias de Vila Nova de Gaia absolutamente inconfundíveis, condena a ofensa sem nome que foi feita à boa gente de Gulpilhares (e, até certo ponto, também à de Mafamude), chama o ministro ao Parlamento para que justifique o lapso inaceitável, exige ao chefe de Governo que demita o ministro e ao Chefe de Estado que convoque eleições antecipadas com carácter de urgência.
Agora, que recaem suspeitas graves sobre José Sócrates, o PSD veio dizer que tem toda a confiança institucional no senhor primeiro-ministro, Luís Nobre Guedes, do CDS, manifestou apoio e solidariedade e o resto da oposição não disse nada de especial. Quando rebentou o escândalo BPN, foi parecido. Era difícil distinguir a lista de envolvidos nos negócios pouco claros do banco de um conselho de ministros do Governo de Cavaco Silva. O sonho de qualquer militante do PS. E que disse o PS? Nada de especial. Parece evidente que a melhor maneira de promover a concórdia e a cooperação estratégica dos principais partidos é acusar os seus dirigentes de ilícitos graves. Os adversários políticos não perdoam a quem comete lapsos menores, mas dão a mão a quem é acusado de delitos graves. São feitios.
A campanha negra, a existir, aparenta ser fruto de geração espontânea. Não há quem não repudie o ataque cobarde e ignóbil a José Sócrates, e andar simultaneamente a orquestrar e a repudiar o ataque seria especialmente cobarde e ignóbil. Mesmo para políticos. Em todo o caso, mais do que investigar o caso Freeport, eu gostaria que fosse investigada a campanha negra sobre o caso Freeport. Os conspiradores, se existem, devem ser detidos. E, depois, condecorados. Isto porque esta campanha negra, na eventualidade de ser real, é a iniciativa mais bem planeada, organizada e executada da política portuguesa. Portugal precisa de gente com este talento e esta capacidade de trabalho na vida política. São profissionais competentes na política, porque sabem escolher os factos mais delicados e a altura mais prejudicial para os revelar, são fortes na diplomacia e nos negócios estrangeiros, pela facilidade com que envolveram a polícia inglesa, e são rigorosos a ponto de desencantarem mails com mais de três anos quando eu tenho dificuldade em lembrar-me dos que recebi ontem. Menos dos que incluem fotografias de senhoras nuas. É possível que os autores da campanha negra sejam os melhores políticos portugueses das últimas cinco ou seis décadas".
in http://aeiou.viagens.visao.pt
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Dialectos Já tem CD
quinta-feira, novembro 06, 2008
Comprar um pouco de "Nada" !!!
sexta-feira, outubro 24, 2008
Um despertador para atirar à parede
Professora anuncia fim do mundo a alunos de 6 anos
terça-feira, setembro 09, 2008
Cenas Tipo Coiso
quinta-feira, setembro 04, 2008
Nuno Gomes
Nuno gomes começou a sua carreira futebolística na terra Natal-Amarante. Ao nível que foi crescendo, os clubes profissionais começaram a mostrar algum interesse pelo avançado, no qual começou no Boavista (1994 até 1997). Mais tarde foi vez de ir para o Benfica, no qual é actualmente o seu clube (1997 até 2000 e de 2002 até á actualidade), entre 2000 e 2002 foi jogador da Fiorentina. Ao longo da carreira defende a camisola das quinas.
Palmares
Campeão Europeu de Sub-18;
Vencedor Taça de Portugal pelo Boavista Futebol Clube;
Vencedor Taça de Itália pela A.C. Fiorentina;
Vencedor Taça de Portugal pelo Sport Lisboa e Benfica;
Finalista vencido no Euro2004 Portugal;
Vencedor da Superliga pelo Benfica 2004/2005;
Vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira pelo Benfica, 2005;
4ª Lugar no Ca196 golos marcados em competições oficiais de clubes.
145 Golos marcados pelo Sport Lisboa e Benfica em todas as competições oficiais.
132 Golos marcados no Campeonato Português.
Capitão do Sport Lisboa e Benfica na época 2007/2008 (sub-capitão nas épocas anteriores).
Campeonato do Mundo de Futebol de 2006 na Alemanha
Em 2007 foi o melhor marcador da Selecção Nacional em actividade, com 27 golos em 67 partidas ocupando o quarto lugar na lista geral, sendo superado apenas por Pauleta (47 golos), Eusébio (41) e Figo (32).
É também o 9º jogador mais internacional de sempre com 67 jogos com a camisola das Quinas
Artigo elaborado por Susana Costa
segunda-feira, setembro 01, 2008
Um dia na vida de um português em Agosto de 2008
9h00 – Empurra o carro até à bomba de gasolina e é assaltado duas vezes: a primeira pela gasolineira, que voltou a aumentar os preços do combustível; a segunda por criminosos armados, que lhe levam o pouco que ainda restava na carteira. Boceja. Conclui que prefere os segundos assaltantes, na medida em que roubam menos e com menor frequência. Nota que, apesar disso, a polícia não faz qualquer esforço para apanhar os primeiros.
10h00 – Já na estrada, é vítima de carjacking. Encolhe os ombros. Prossegue a pé.
10h05 – Um gang tenta assaltá-lo. Explica que ficou sem a carteira num assalto anterior.
10h10 – Outro gang tenta assaltá-lo. Fornece a mesma explicação. Os membros do gang colam-lhe um autocolante na lapela para que futuros meliantes saibam que já foi assaltado nesse dia e evitem perder tempo com ele. Recomendam-lhe que retire o autocolante assim que voltar a transportar valores.
11h30 – Vai ao banco levantar dinheiro.
11h32 – Criminosos armados irrompem no banco. Clientes e funcionários formam calmamente uma fila e tiram senhas para serem assaltados por ordem.
11h35 – O criminalista Moita Flores irrompe no banco e começa a comentar o assalto junto de um grupo de clientes. Tece várias considerações sobre um novo tipo de criminalidade violenta que parece estar a aumentar no nosso país, aponta as limitações da polícia e sublinha as incongruências do novo código de processo penal. Alguns clientes oferecem-se para serem sequestrados, caso os assaltantes lhes garantam que os levam para longe do criminalista Moita Flores.
11h45 – O criminalista Moita Flores interpela os assaltantes e comunica-lhes que o método que escolheram para levar a cabo o assalto não é o melhor, criticando sobretudo a não utilização de luvas e tecendo alguns reparos ao plano de fuga, que considera extremamente frágil.
11h46 – Um dos assaltantes dispara duas vezes sobre a perna do criminalista Moita Flores.
11h47 – Clientes e funcionários do banco homenageiam os assaltantes com um forte aplauso.
17h30 – Depois de várias horas de sequestro, o assalto termina. A polícia detém os criminosos, resgata os reféns e amordaça o criminalista Moita Flores, para que vá receber assistência hospitalar.
18h00 – Por sorte, mal acaba de sair do banco, José Silva encontra o seu carro abandonado na berma da estrada. Entra no veículo e dirige-se para casa.
18h05 – É detido pela polícia por se encontrar a conduzir um carro que foi usado em diversos crimes.
20h00 – É identificado e preso. Na cela, verifica que o relato da sua vida é extraordinariamente demagógico e conclui que toda a sua existência podia ter sido inventada por Paulo Portas. Chora.
Por Ricardo Araujo Pereira em www.visao.pt
terça-feira, agosto 12, 2008
Citações... Para pensar
(Stone Temple Pilots)
(Hermógenes, Mergulho na Paz)
quinta-feira, julho 31, 2008
Turismo em Portugal: você desaparece, nós arquivamos
Em segundo lugar, havia as provas testemunhais. Maddie foi vista em mais sítios do que Marco Polo. Algumas testemunhas viam Maddie e não faziam nada; outras viam Maddie num café e apanhavam uma palhinha por onde Maddie tinha bebido, ou um copo em que Maddie havia tocado. Nenhuma das testemunhas que viu Maddie se lembrou de apanhar Maddie, o que poderia ter sido útil.
Em terceiro lugar, ninguém pode deixar de estranhar o arquivamento de um caso que quase todo o País se empenhou em solucionar. Neste capítulo, a comunicação social fez um trabalho soberbo: recolheu a opinião de vizinhos dos McCann, de familiares dos McCann e do presidente da Câmara de Santarém. Entrevistou psicólogos, pedopsiquiatras e o presidente da Câmara de Santarém. Organizou debates: de um lado estavam polícias, juristas, jornalistas e detectives privados; do outro estava o presidente da Câmara de Santarém.
Entretanto, no terreno, as buscas continuavam: roupas da criança foram cheiradas por cães portugueses, por cães ingleses, e pelo presidente da Câmara de Santarém. Embora se tenha falado apenas num, de facto registaram-se dois desaparecimentos: Maddie desapareceu do Algarve; Moita Flores desapareceu de Santarém.
Um canal de televisão convidou um espanhol especialista em expressões faciais que, depois de algum estudo, avançou que, sobretudo tendo em conta a sua sobrancelha esquerda, Kate McCann escondia algo. Só não disse o que escondia porque, para isso, precisaria de passar três ou quatro meses a estudar a sobrancelha direita. Mas ficou a informação valiosa.
E, primeiro diariamente, depois semanalmente, e mais tarde mensalmente, um jornalista entrevistava um detective espanhol que sabia exactamente onde se encontrava Maddie e estava só a acabar de fazer a mala para a ir buscar, ou um taxista português que tinha transportado Maddie juntamente com um casal de raptores, ou um turista holandês que tinha visto um casal de árabes com uma criança loura igualzinha a Maddie que depois veio a verificar-se ser afinal um gato, ou um presidente da Câmara de Santarém. É difícil compreender a razão obscura pela qual nada disto fez avançar a investigação.