sexta-feira, maio 14, 2010

Não Queiras Saber de Mim

Ainda dizem que não há boa música portuguesa cantada em português???



Ora façam favor de ouvir e digam-me lá isso outra vez... =)



"Sejam Felizes!"

quinta-feira, abril 22, 2010

Moby - Mistake

Gosto desta música... =)



E como diria um professor meu, "Sejam Felizes!"

segunda-feira, abril 19, 2010

Queda-Livre


Tenho andado a pensar...

Por algum motivo que desconheço, tenho ganho, ao longo do tempo, medo de alturas e de quedas livres. Tenho pavor a tudo o que envolva queda livre. Sufoca-me e faz-me sentir sem controlo de rigorosamente nada.
Estes últimos dias, antes de adormecer, tenho pensado nisso e tentado adaptar este meu medo a algo que faça sentido.

Construí o seguinte raciocínio...

Em alturas da vida, senti-mo-nos a cair. Tudo corre mal e sem dar-mos por isso, estamos em queda livre num buraco que não tem fundo...
Quando se parece desenhar um chão por debaixo de nós e pensamos que a queda vai terminar, esse chão é fraco e não sustenta o peso do nosso corpo. A altura da queda pode já ser imensa e o impacto do nosso corpo, juntamente à velocidade resultante da queda, destrói esse chão. O impacto magoa! Provoca cicatrizes e marcas profundas, mas sem que tenhamos tempo de as curar, estamos novamente em queda livre já que este chão não nos susteve. E isto desenrola-se como se um ciclo se trata-se. Impactos, solos fracos, sufoco resultante da queda. Este ciclo pode demorar muito ou pouco tempo, dependendo de vários factores. Estes pequenos impactos, com solos que não nos sustentam, provocam marcas e cicatrizes que doem de uma forma interminável. E o acumular destes impactos provoca destruição.
Nesta queda, a nossa única esperança é encontrar um solo forte, que nos sustente e que faça terminar nossa queda. Um solo que, mesmo sendo duro e sabendo de que o impacto será de tal forma forte e doloroso, terminará com o nosso sufoco, provocado pela queda livre. Podemos ter a sorte do solo estar almofadado e o impacto ser amortecido. Mas se isto não acontecer, este terminar de um sufoco pode resultar numa queda aparatosa com grandes consequências. Um tempo de cura, de cicatrização enorme... Dói, mas se nada correr mal, esta dor acaba e as cicatrizes são curadas.
Existem pessoas que vivem em constante queda livre. E quanto maior for o tempo de queda, mais forte terá de ser um solo para poder aguentar o impacto e acabar com a queda.
E por mais defesas que possamos construir para que, quando acontecer estas quedas, estejamos preparados, é sempre dolorosa a sensação de sufoco e de embate.
Dor é sempre dor... e por mais preparados que estejamos para a sentir, doí sempre!

Foi nisto que andei a pensar nos últimos dias. E esta foi a resposta para o qual sempre gostei de ter os pés bem firmes sobre o chão. Não gosto de alturas... podem resultar numa queda livre!
Não gosto de impactos, não gosto de cair... no fundo não gosto de nada que faça doer!

Fica o raciocínio e justificação pelo qual não gosto de quedas livres...


"Sejam Felizes!" 

sábado, abril 17, 2010

sexta-feira, abril 16, 2010

...


"Mais do que falar para o ouvido é falar para o coração"


Disse isto um professor meu numa aula de apresentações de trabalhos. E eu gostei!!!

E a apresentação do meu trabalho correu bem...

PS: "Sejam Felizes!"

quinta-feira, abril 08, 2010

Põe quanto És no Mínimo que Fazes



Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui. 


Sê todo em cada coisa. Põe quanto és 
No mínimo que fazes. 


Assim em cada lago a lua toda 
Brilha, porque alta vive




Ricardo Reis, in "Odes" 


Heterónimo de Fernando Pessoa


PS: "Sejam Felizes!"

terça-feira, março 30, 2010

Spanish Sahara

Só porque ADORO esta música e não a consigo parar de ouvir com o volume no máximo!!!


PS: "Sejam Felizes!"

sábado, março 27, 2010

Pensamento sem sentido nenhum!

À Alguns dias atrás, li no blog "A cup of thoughts" um post que me pós a pensar. Tratava-se de um post em que falava das diferenças entre o delete e o reset (podem ler aqui). Aconselho a lerem...
Achei muito interessante e como lá comentei, fiquei a pensar de que maneira a área da informática pode ser associada à vida das pessoas. Não contando a parte que todos conhecemos(tecnologias).
Segundo os informáticos, para que possamos criar um bom programa de forma a ultrapassar um suposto problema num computador, ou melhorar aspectos no computador, temos de regredir na nossa dita lógica de problema. Não podemos complicar. Muitas vezes caímos na tentação de atacar o problema como um todo, com todas as implicações externas que a resolução do mesmo pode acartar. Não deveria ser assim.
Em programação, o segredo para ultrapassar um grande problema é dividir-lo em pequeninos problemas. Depois focarmo-nos em cada pequeno problema, abstraindo-nos do resto até que este seja resolvido. Resolvermos cada pequeno problema até que no final, com a resolução de pequenos problemas, o resultado seja o esperado com menor esforço. O segredo é não complicar.
Para um professor meu, uma criança de 6/7 anos tem maior capacidade lógica de programador do que um aluno que entra para a faculdade após ter passado por todo o ensino básico e secundário. As crianças mais novas conseguem abstrair-se mais facilmente da "grandiosidade" do problema em questão e conseguem focar-se mais rapidamente em pequenos problemas até que, por fim, juntando a resolução de todos esses pequenos problemas, conseguem alcançar a resolução do problema no seu todo.
Experimentem pedir a uma criança, por exemplo, todos os passos que fazem de manhã antes de irem para a escola. Desde o momento que acordam até que entram na sala de aula. Depois façam o mesmo a um estudante universitário. Com toda a certeza que a criança de 6/7 anos dirá uma quantidade muito maior de pequenos passos até que chegam à sala de aula. Um adulto saltará passos que acham desnecessários, ou que são tão óbvios que nem valerá a pena descrever-los.
Com a idade, e com a maturidade que alcançamos com ela, caímos numa rotina em deixamos de dar importância a pequenos detalhes, já que estes são apenas detalhes para alcançar algo superior. Isto na lógica de um programador. E é muitas vezes isto que provoca grandes problemas num aluno de informática como eu.
A idade trás-nos complicações, métodos de pensar mais elaborados, mais complexos. quando aprendemos algo, queremos por tudo em prática, sem que muitas vezes seja necessário. Isto faz-nos por vezes ter mais dificuldade em alcançar a resolução para um problema. A abstracção daquilo que não é importante para a resolução do problema fica mais difícil de conseguir. Tentamos sempre usar métodos já usados, ensinamentos já aprendidos... Quando às vezes isso só nos complica. Metemos demasiada informação "ao barulho" quando, se calhar nem seria necessário.
Com isto quero dizer que um bom informático, deve conseguir atingir um nível de abstracção, de coisas insignificantes, acima da média. Mas atenção! Só das coisas insignificantes! Porque o que é importante deve ser dividido e estudado ao mais pequeno detalhe. 

Agora pensem... Não será o método de raciocínio de um informático um bom método a adoptar na nossa vida?
Abstrairmo-nos do que não tem importância e dar toda a atenção àquilo que realmente interessa? Não será mais fácil ultrapassar o problema que por vezes é a nossa vida, dividindo os pequenos problemas e ultrapassando-os um a um em vez de querer ultrapassar tudo de uma vez só?
Pensem comigo... (vou criar um algoritmo assim meio manhoso =)  )

Resultado esperado: Felicidade

Enquanto existir dificuldades{

       chamar função Atacar um e um só problema;

}
Felicidade assegurada!
Fim do algoritmo!


função Atacar um e um só problema{

       Pensar no problema;
       se (problema pode ser dividido){
            Dividir problema em problemas mais pequenos de maneira a ficarem mais fáceis de resolver;
           Chamar função Atacar um e um só problema novamente;
       }
       senão(problema demasiado simples){
            Resolver o problema;
       }
}
      
PASSO A EXPLICAR O ALGORITMO! =)

O pretendido é a felicidade. Enquanto existirem dificuldades, atacamos apenas uma dificuldade de cada vez, e tentamos subdividir essa dificuldade em dificuldades mais pequenas e de resolução mais fácil.
Após isto, tendo a certeza que uma sub-dificuldade não pode ser mais dividida, atacamos as sub-dificuldade, uma a uma, até atingir-mos a resolução do total da dificuldade subdividida.
Quando terminamos uma dificuldade no todo, avançamos para outra dificuldade.
Quando não existirem dificuldades, a felicidade está assegurada =)
Quem diz dificuldades diz problemas, coisas más na vida, situações incomodas...

Este post parece estúpido! E no fundo até é. Mas deu me para pensar nisso hoje. E deu-me para escrever sobre isto! Desculpem lá qualquer coisinha =)

Mas para mim, este vai ser o método adoptado para ultrapassar problemas. Ser focado, pensar numa coisa de cada vez e tornar tudo mais fácil. Deixar se ser complicado e abstrair-me de tudo o que não deve ter importância para mim...
Pelo menos por agora, que isto faz toda a lógica para mim...


Para não fugir à regra,

            "Sejam Felizes!"

segunda-feira, março 22, 2010

Bom Poema...


Não, não é cansaço...



Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Com tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço porquê?
É uma sensação abstracta
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...

Álvaro de Campos

"Sejam Felizes"

quinta-feira, março 18, 2010

500 Days of Summer

De volta aos post's habituais...
Hoje não quero falar de nada em especifico. Nada que senti ao ouvir algo, nada que senti ao ver algo... Não quero nada de mim neste post.
Quero apenas partilhar este Filme com aqueles que me lêem. Não quero falar sobre o que ele significou para mim, das sensações que me provocou. Quero apenas deixar aqui o trailer do filme e aconselhar todos que me lêem a ver. Eu não apenas gostei como adorei. E senti pena em ter este filme aqui arrumado nas minhas coisas durante tanto tempo.
Podia fazer uma breve apresentação, um breve resumo. Mas acho que não consigo... Tudo o que pudesse dizer era insignificante em comparação com o filme.
Grande filme... tão bom que passou a ser um dos meus favoritos(e olhem que são poucos). Desde banda sonora, à história, às personagens, aos actores...

Fica o trailer... E vejam. Porque é algo digno de se ver...



E não se esqueçam ..."Sejam Felizes!"

terça-feira, março 09, 2010

Alguém me ouviu...

Não tenho cá deixado nada à uns tempos...
Hoje voltei-me a lembrar do blog ao ouvir esta música. Acho que é algo digno de partilhar com os meus seguidores.


Trata-se de uma música que ouvi durante a minha diária viagem até Felgueiras, onde estudo.


Hoje a minha companhia foi a música. Pode ter sido coincidência, mas hoje, para qualquer rádio que muda-se, estava a passar alguma música que, em algum momento da minha curta existência fez sentido.
Esta, independentemente de me identificar com ela ou não, foi uma música que me obrigou a aumentar o volume do rádio...
Fica a letra e a música...

Boss AC com Mariza - Alguem me ouviu (mantem-te firme)


Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não 
presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a 
minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se 
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto
daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se 
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Tento não me ir abaixo mas não sou de ferro
Quando penso que tudo vai passar
Parece que mais me enterro
Sinto uma nuvem cinzenta que me acompanha onde estiver
E penso para mim mesmo será que Deus me quer
Será a vida apenas uma corrida prá morte
Cada um com a sua sina, cada um com a sua sorte
Não peço muito, não peço mais do que tenho direito
Olho para trás e analiso tudo o que tenho feito
E mesmo quando errei foi a tentar fazer o bem
Não sei o que é o ódio, não desejo mal a ninguém
Ha-de surgir um raio de luz no meio da porcaria
Porque até um relógio parado está certo duas vezes por dia
Vou-me aguentando
A esperança é a última a morrer
Neste jogo incerto o resultado não posso prever
E quando penso em desistir por me sentir infeliz
Oiço uma voz dentro de mim que me diz
Mantem-te firme


By Boss AC

PS: "Sejam Felizes!"