terça-feira, abril 22, 2008

No meu tempo não era assim

Quando este texto for publicado, o leitor já viu várias vezes o vídeo em que uma aluna da escola Carolina Michaëlis dá início a um motim porque a professora de Francês teve a ousadia de lhe confiscar o telemóvel. (Se não viu o filme, digo-lhe que impressiona. Sobretudo porque, enquanto a generalidade dos cidadãos é assaltada na rua, a esta senhora o gang apareceu-lhe no local de trabalho.) Também calculo que já terá tido oportunidade de ouvir várias pessoas a garantirem-lhe que isto, no tempo delas, não era assim. Eu nunca perco uma oportunidade de me juntar a um coro de moralistas (que, normalmente, têm uma afinação irrepreensível), e por isso estou aqui para dizer o mesmo: isto, no meu tempo, não era assim.
Era pior. Sobretudo porque não havia telemóveis. Privados da possibilidade de filmar os seus actos de indisciplina, os alunos do meu tempo tinham muito mais dificuldade em tomar consciência da sua própria idiotia. O filme da escola Carolina Michaëlis tem essa virtude: mostra a idiotice em toda a sua nudez. Um regalo para os meus olhos, que aprecio muito idiotice – e nudez ainda mais. Acredito sinceramente que, depois de verem a figura que fizeram, tanto a protagonista do filme como o magnífico cineasta que captou a acção, lançando a todo o passo estupendas indicações de cena, não voltarão a comportar-se assim. No meu tempo, teríamos continuado. Um alarve que toma consciência de ser alarve insiste na alarvidade? Não creio. E se um alarve cair no meio de uma floresta e não estiver lá ninguém para ouvir, faz barulho? Julgo que sim, e confesso que até espero que se aleije com alguma gravidade na queda.
A verdade é que, se há coisa que nunca muda em toda a História da Humanidade é esta: os adolescentes são parvos em todo o lado. Todos os senhores respeitáveis já foram, numa altura ou noutra, adolescentes parvos. Jorge de Sena começa um livro autobiográfico dando conta da «indisciplina ruidosa» que eram as suas aulas de Filosofi a. Que, notem, decorreram no tempo dele. Tempo esse que é bem anterior ao tempo dos que agora dizem que no seu tempo isto não era assim. Está baralhado com isto dos tempos? Siga para o próximo parágrafo, que é já o penúltimo.
É por isso que a culpa do que sucedeu na escola Carolina Michaëlis, a ser de alguém, é da professora. Ser professor de liceu é das actividades mais insolentemente arrogantes a que alguém se pode dedicar: trata-se de pretender ensinar coisas a quem já sabe tudo. Eu, pelo menos, sabia tudo aos 15 anos. A própria Carolina Michaëlis, que era tão boa senhora, sabia com certeza muito mais aos 15 anos do que quando foi ensinar para a Universidade de Coimbra. Toda a gente sabe tudo aos 15 anos. Só com o passar do tempo se vai descobrindo, com razoável sobressalto, que não se sabe quase nada. Mas há duas ou três pessoas que nunca aprendem o seguinte: o tempo delas, apesar de contar com a sua inestimável presença, não é especial em nada. No meu tempo, aliás, toda a gente sabia isto.
Nota: Não conheço bem as recentes propostas do Ministério da Educação e por isso não sei se, actualmente, posso pronunciar-me acerca de um professor sem o avaliar. Aqui fica, então, a minha avaliação da professora de Francês da escola Carolina Michaëlis, baseando-me apenas nas imagens do vídeo:

Resistência: 17

Capacidade de sofrimento: 19
Equilíbrio: 16
Persistência: 18


Retirado de http://www.visão.pt/ de Ricardo Araújo Pereira

sábado, abril 05, 2008

Filme August Rush - O Som do Coração

August Rush (Freddie Highmore) é um rapaz que consegue ouvir música em qualquer parte, seja no ruído do vento a trespassar a relva ou no roncar do metro. Aos seus ouvidos, todos os sons constituem uma intensa sinfonia. Evan Taylor, de seu nome verdadeiro, acredita piamente que através da música vai conseguir encontrar os seus pais e que estes o amam e procuram com tanto ardor quanto ele. Ele nunca os conheceu, nem tem qualquer informação sobre eles, mas tem uma fé inabalável.Ele ainda não sabe mas a música corre-lhe mesmo nas veias. Tal como nos é contado inicialmente, o seu pai, Louis Connelly (Jonathan Rhys Meyers), um cantor de rock irlandês, e a sua mãe, Lyla Novacek (Keri Russell), uma violoncelista clássica americana. Os dois apaixonaram-se à primeira vista e conceberam-no num terraço com vista para Washington Square, durante uma noite inesquecível. Os dois não tardaram a separar-se, com a "ajuda" do pai de Lyla (William Sadler).Vários meses depois, ela é atropelada e dá à luz prematuramente. Num dos vários twists absurdos do filme, o pai falsifica a assinatura de Lyla, dá o bebé para adopção, e diz-lhe que a criança morreu ao nascer. Desencantados, Louis e Lyla vão desinvestindo das suas carreiras.Entretanto, Evan abandona o orfanato onde viveu nos últimos 12 anos, em New Jersey e viaja até Nova Iorque, na esperança de aí encontrar a sua família. Na cidade, trava conhecimento com um menino de rua que toca guitarra em troca de um punhado de moedas e decide juntar-se a ele. É assim que encontra uma dúzia de crianças que vivem num abrigo improvisado num teatro abandonado, sob a protecção de um Mago enigmático (Robin Williams).Nessa noite, ele pega na viola e faz um brilharete como se dominasse o instrumento há anos. O Mago fica impressionado com o seu talento e treina-o para ser um verdadeiro artista. Claro que, em troca, vai recolhendo os louros deste pequeno grande músico de rua.A carreira deste prodígio musical segue em crescendo e este acredita que, através de cada nota, consegue chamar os seus pais. Passados seis meses, "August Rush" já está a dirigir uma orquestra que interpreta um original seu num auditório em pleno Central Park.O facto é que também eles o procuram. Depois de saber que o seu filho está vivo, Lyla tenta localizá-lo com a ajuda de um reconhecido assistente social, Richard Jeffries (Terrence Howard). Louis começa a ser assombrado pelas lembranças do seu único e verdadeiro amor e volta a dedicar-se à sua música, enquanto se encaminha para o lugar onde eles se encontraram...Este conto de fadas contemporâneo foi realizado por Kirsten Sheridan - filha de Jim Sheridan e argumentista de "Na América" (2003) - e nomeado para o Óscar de Melhor Canção, graças a "Raise it Up".
Trailer


quarta-feira, abril 02, 2008

IKEA - Puzzle para adultos

"Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».
As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.
É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.
Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.
Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber".
Retirado de www.visao.pt de Ricardo Araújo Pereira

terça-feira, março 25, 2008

Casa Inteligente

Venho hoje falar-vos numa área que acho interessante partilhar convosco. Trata-se da Domótica...
A Domótica é uma tecnologia recente que permite a gestão de todos os recursos habitacionais. O termo “Domótica” resulta da junção da palavra “Domus” (casa) com “Robótica” (controlo automatizado de algo). É este último elemento que rentabiliza o sistema, simplificando a vida diária das pessoas, satisfazendo as suas necessidades de comunicação, de conforto e segurança. Quando a domótica surgiu (com os primeiros edifícios, nos anos 80) pretendia-se controlar a iluminação, condições climáticas, a segurança e a interligação entre os 3 elementos.
Nos nossos dias, a ideia base é a mesma, a diferença é o contexto para o qual o sistema está pensado: já não um contexto militar ou industrial, mas doméstico. Apesar de ainda ser pouco conhecida e divulgada, mas pelo conforto e comodidade que pode proporcionar, a domótica promete vir a ter muitos adeptos.
Desta forma permite o uso de dispositivos para
automatizar as rotinas e tarefas de uma casa. Normalmente são feitos controles de temperatura ambiente, iluminação e som, distinguindo dos controlos normais por ter uma central que comanda tudo, que as vezes é acoplada a um computador e/ou Internet.
O projecto de automação prevê todos os pontos de comunicação (
Internet, telefone e TV), todos os pontos de áudio (som ambiente e home theater), todas as cargas que deverão ser controladas (luzes, cortinas, etc.), a posição de todos os quadros de controle, lógicos e de automação, a posição de todas as tomadas e da central de aspiração, entre muitos outros itens que são estabelecidos com base na pesquisa de interesses realizada com sua família antes da execução do projecto.

Deixo vos de seguida um exemplos do que se pretende com o termo Robótica.


Certamente, a casa dos meus sonhos!


João Lopes

segunda-feira, março 17, 2008

Microsoft Surface

Depois de cinco anos de desenvolvimento em segredo absoluto, o Milan, nome de código dado ao Microsoft Surface, que começou por ser um simples computadores imbutido numa mesa da IKEA, foi finalmente revelado, o primeiro produto naquilo a que a empresa chama de superfície de computação. Apresentado na D: All Things Digital, Carlsbad, California, desde logo provocou um grande interesse entre os apaixonados pela informática; afinal a Microsoft pretende que estes computadores cheguem de facto às nossas casas, embora as primeiras previsões para o preço por unidade variem entre os 5 e os 10 mil dólares.


Todos queriam saber quais eram as características desta mesa transformada em computador; pois bem, aqui ficam as especificações técnicas da primeira, e única até ao momento, a máquina de demo:
- Altura: 55 centímetros;
- Largura: 106 centímetros;
- Ecrã touchscreen de 30 polegadas (76 centímetros); [1]
- Projector DLP a 53.3 centímetros da superfície de projecção; [4]
- Imagem de razão 4:3 com resolução 1024×768 a 60Hz;
- CPU: Core 2 Duo com 2GB de RAM; [3]
- Placa de Vídeo de 256MB;
- SO baseado no Windows Vista;
- Infra-vermelhos para reconhecimento de objectos; [2]
- Bluetooth, WiFi e futuramente leitor RFID;

Quando ao reconhecimento de objectos sobre a superfície da mesa, esse trabalho é feito utilizando um LED de infra-vermelhos a emitir num comprimento de onda de 850 nanómetros. Quando é colocado algo sobre a mesa, os raios são reflectidos e capturados por umas das cinco câmaras de infra-vermelhos, que por sua vez têm uma resolução de 1280×960. A tecnologia utilizada no projector DLP é a mesma utilizada nas novas televisões de alta definição. Quanto às características, resta apenas acrescentar que o Microsoft Surface está configurado para um máximo de 52 toques, o que permite a sua utilização simultânea por, por exemplo, 4 pessoas, com todos os dedos das mãos sobre a tela e mais 12 objectos.



Outra das questões mais levantadas foi a da originalidade do projecto. Há já algum tempo, Jeff Han, da Universidade de Nova Iorque e director de uma empresa destinada à comercialização desta tecnologia, tinha feito demonstrações de protótipos semelhantes, que incluem um cenário de partilha de fotos no tampo de uma mesa bastante semelhante ao da Microsoft. Para mais informações consulte as hiperligações abaixo, uma para cada partido; a primeira refere-se ao conceito desenvolvido na Microsoft Research que culminou com a criação do Microsoft Surface; o segundo é o projecto de Jeff Han.

  1. http://cs.nyu.edu/~jhan/ftirtouch/
  2. http://research.microsoft.com/~awilson/papers/Wilson%20PlayAnywhere%20UIST%202005.pdf

Retirado de www.pplware.com

quinta-feira, março 13, 2008

Música portuguesa forever

"A lei que obriga as rádios a passar mais música portuguesa alterou por completo o nosso panorama radiofónico: hoje em dia ouve-se mais música em inglês.
Muito bem, talvez seja exagero. Mas não andará muito longe da verdade. A lei não obriga as rádios a passar uma determinada quota de música boa, até porque a qualidade da música depende de um critério subjectivo. O problema é que a nacionalidade da música também parece difícil de determinar objectivamente. Uma música tocada com instrumentos estrangeiros, cantada em língua estrangeira e produzida em estúdios estrangeiros por produtores estrangeiros pode ser portuguesa, e uma música cantada pela Nelly Furtado em português (supondo que a língua que Nelly Furtado fala quando pensa que está a falar português é, de facto, português) pode ser estrangeira.
Vamos supor que a Madonna é acometida de uma virose esquisita e resolve gravar um vira do Minho em português. Pode acontecer. É um sonho que tenho há muito: de repente, uma boa quantidade de artistas anglo-saxónicos decide que a língua inglesa é um bocado foleira e que as músicas ficam com muito mais pinta se forem cantadas em português. Pois bem, eis um facto chocante: o vira da Madonna não será considerado música portuguesa, por muito que ela esganice a voz, raspe no reco-reco e malhe nos ferrinhos. Por outro lado, a Ana Malhoa pode cantar o Like a Prayer da Madonna numa espécie de inglês e canta, que eu já ouvi com estes que a terra há-de comer. Como é óbvio, a terra, se fosse minha amiga, tinha-os comido antes de esta infeliz ocorrência se ter verificado.
O que me preocupa é que o Like a Prayer da Ana Malhoa, além de contar como música, o que já é estranho, conta como música portuguesa.
Espero não ser mal interpretado: não tenho nada contra a música portuguesa que é cantada em língua estrangeira. Mas tenho dificuldade em distingui-la da música estrangeira. Sobretudo, acho que se podia variar. Se a lei permite que a música portuguesa não seja, digamos, portuguesa, julgo que se podia arriscar um pouco mais. Por exemplo, compor uma boa música, palpitante de novidade, numa língua morta. Discipulae rosas donant magistrae, nomine Iuliae. Dava um grande tema. Quanto mais não seja porque, se não estou em erro, anda para ali um ablativo. Alguém componha uma rockalhada em latim, se querem ver o que é bom. O ablativo sempre me deu vontade de abanar o capacete. O genitivo nem tanto, mas o ablativo anima mesmo uma festa".
Ricardo Araújo Pereira em revista visão

terça-feira, março 11, 2008

A Receita do prato Notícia

“ Se a noticia fosse um ser Humano, era baixa, directa, frontal, de poucas palavras e o seu melhor amante seria, sempre, uma fotografia”
Quem, o quê, onde, quando e porquê. A perspectiva e a experiência de Domingos de Andrade – chefe de redacção do Jornal de Notícias - diz que não é necessária uma ordem cronológica destas cinco perguntas, que estruturam e dão forma à notícia.
Em prosa com os alunos de Ciências da Comunicação, explicou o seguinte:” o mais importante é começar a notícia pelo factor de maior relevo e o que é mais próximo. Se o “onde” for mais importante e próximo que o “quê”, começa-se pelo “onde” “.
Á similitude duma história, a notícia deve ser estruturada com um princípio meio e fim. O corpo desta, deve ser delgado, delineado e cada parte deve ser diferenciada. Consiste no acto de informar sobre algo ou alguém. Os seus berços são, quase sempre, os meios de Comunicação Social. A sua principal característica é informar o leitor, por isso, deve ser objectiva e se possível embelezada com uma fotografia do assunto em epigrafe.
Nem todos os acontecimentos são incumbidos do título notícia. Só os acontecimentos actuais e de interesse público o são. É imprescindível reverenciar e satisfizer um paradigma, que vai ter em conta os os factores socioeconómicos e culturais, onde a notícia circula. Para que a notícia nasça é indispensável o factor novidade. Uma vez que, a vida de uma notícia é efémera. Ora está fresca e marca um dia ora está no chão das ruas, sem qualquer utilidade. Tal como afirmou o jornalista do JN: “ claro que se um homem morder um cão é notícia, porém se for cão a morder o homem já não o é, a menos que seja uma criança”.
São poucos os ingredientes para escrever uma notícia, mas são precisos muitos anos de cozinha para fazer da notícia um prato requintado.

Ana Soraia Freitas
1º Ciências da Comunicação

terça-feira, março 04, 2008

Aposta em Portugal

O primeiro automóvel desportivo da Volkswagen que vai ser produzido na Autoeuropa, em Palmela, o Scirocco, foi apresentado, ontem, mundialmente, num evento que antecedeu a abertura do Salão Automóvel de Genebra, na Suíça. Ao conhecer as linhas do novo modelo desportivo, o ministro da Economia, Manuel Pinho, considerou que se tratou de um acontecimento "histórico" para Portugal.

"É o lançamento histórico de um modelo que vai ser fabricado exclusivamente pela Autoeuropa, em Palmela, para todo o Mundo e muitos países gostariam de estar na nossa posição", frisou Pinho, em Genebra, à agência Lusa. Para o governante, trata-se de um "grande sinal de confiança" na qualificação da mão-de-obra e engenharia portuguesas. "Portugal foi capaz de atrair [mais este investimento] porque tem uma mão--de-obra muito qualificada", sublinhou.

O Scirocco, que tem estado a ser testado na Autoeuropa, vai iniciar a sua comercialização entre os meses de Junho e Julho deste ano, estando previsto o fabrico de 19 mil exemplares em 2008 e 44 mil em 2009, podendo aumentar a produção nos próximos sete anos, consoante a resposta do mercado, referiu Manuel Pinho.

A Autoeuropa fabrica, neste momento, o Seat Allambra e os Volkswagen Sharan e Eos e pretende, com o modelo agora apresnetado, manter-se competitiva ao nível da indústria automóvel mundial.

"Este investimento vai ainda reforçar os postos de trabalho em Palmela", assegurou o ministro.

À margem do lançamento do Scirocco, um membro do Conselho de Administração do grupo Volkswagen, Jochen Heizmann, disse, que a presença do ministro português constitui "um sinal muito positivo", referindo que a ocasião servirá, ainda, para a empresa discutir com o governante o futuro da Autoeuropa.


retirado do jornal de noticias

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

BOB MARLEY - Uma Lenda

Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, nascido a 6 de Fevereiro de 1945 numa pequena "terrinha" da Jamaica, foi um cantor, guitarrista e compositor. Como sabemos é o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o género pelos quatro cantos do mundo sendo grande parte do seu trabalho relacionado com os problemas dos pobres e oprimidos. Este era considerado a voz dos oprimidos e lutava por um mundo de justiça e direitos iguais. Bob Marley, como é conhecido, foi chamado de "Charles Wesley dos rastafaris" pela maneira com que divulgava a Cultura através de suas músicas. Bob Marley é considerado pela revista Time como o Artista mais influente do seculo XX sendo o artista que possui o maior numero de covers de todos os tempos. Bob foi casado com Rita Marley (uma das "I Threes", que passaram a cantar com os Wailers depois de eles alcançarem sucesso internacional). Rita foi mãe de quatro dos seus doze filhos(2 adoptados), nomeadamente Ziggy e Stephen Marley, que continuam o trabalho musical do seu pai, na banda Melody Makers. Outro dos seus filhos, Damien Marley (vulgo "Jr Gong"), também seguiu carreira musical tendo na actualidade grande sucesso no ramo.

Desde 1981 o mundo sente saudades dessa lenda(Bob Marley), mas a sua obra permanece viva geração após geração, influenciando muitos artistas actuais.


Um dos projectos de vida, e objectivos a atingir por este grande senhor era espalhar o amor, paz, liberdade e igualdade com a sua musica. Para este, o mundo poderia ser perfeito quando conseguisse fazer com que as pessoas ouvissem a sua musica e tirassem o que ele sentia ao compor(Paz, amor, liberdade...).

Um projecto deveras impressionante, e digno de homenagem.

"Deus enviou-me à terra com uma missão. Só Ele me pode deter, os homens nunca poderão." Bob Marley



quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Rui Santos alvo de tentativa de agressão

"O comentador desportivo Rui Santos foi alvo de uma tentativa de agressão por parte de três indivíduos, cerca da uma da madrugada de ontem. O jornalista tinha acabado de fazer a habitual análise semanal no programa "Tempo extra", da 'SIC Notícias', quando foi atacado por desconhecidos, armados com barrotes de madeira, no parque de estacionamento do canal de Carnaxide, não sofrendo, porém, quaisquer ferimentos.

Rui Santos estava à conversa com Luís Costa Branco, pivô da SIC e apresentador do programa, quando detectaram "movimentações estranhas" no exterior do parque, decidindo, nesse momento, entrar nas respectivas viaturas. E foi quando Rui Santos já se encontrava no interior do carro que um dos encapuçados abriu a porta e o tentou agredir, com o comentador a defender-se ao pontapé. A intervenção de um segurança e o regresso de Luís Costa Branco ao local motivaram a fuga dos três agressores, que tinham um carro com condutor à espera no exterior do recinto. Rui Santos apresentou, de imediato, uma queixa contra desconhecidos à PSP e espera, agora, que os "agressores sejam punidos".

"Não quero especular a que se deveu esta situação. O futebol vive dias muito quentes, com muitas polémicas e casos, mas vou continuar a dar a minha opinião. Não quero viver com medo no meu próprio país, nem alienar os princípios pelos quais me guiei nos últimos 32 anos", garantiu, ao JN, Rui Santos. O comentador afirmou ainda que os agressores não lhe disseram "absolutamente nada" sobre as motivações para o ataque e que "pareciam jovens", embora tivessem a cara tapada. "Espero que este não seja mais um caso para cair no esquecimento. O clima de impunidade que se vive em Portugal é motivo de reflexão", acrescentou. O incidente terá sido gravado pelo sistema de videovigilância da SIC e, segundo um comunicado emitido ontem pelo canal de Carnaxide, "os agressores, bem como a viatura em que se deslocavam, estão a ser identificados, com o fim de serem processados criminalmente". "Este caso vem mostrar a profunda intolerância que algumas pessoas ligadas ao futebol continuam a ter face à crítica livre, a que, pelos vistos, continuam a não estar habituados. Este tipo de pressões inaceitáveis não faz a SIC alterar o rumo da nossa informação ou a liberdade dos comentadores. Rui Santos foi, é e será comentador da SIC", acrescenta o comunicado".


Miguel Pataco


Em forma de conclusão, deixo aqui o seguinte pensamento. Que país é este, se se parte para a violência por tudo e por nada?

Será normal num país que se diz democrático, as pessoas andarem com medo de dar a sua opinião?
Cumprimentos a todos os leitores

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Palácio de Belém mais «amigo do ambiente» após auditoria

O Palácio de Belém vai reduzir as 771 toneladas de emissões anuais de CO2 que lança para a atmosfera em 30 por cento e a factura energética em 40 por cento, após a auditoria energética mandada realizar pelo Presidente da República.

Embora a poupança em dinheiro na factura paga actualmente pelo consumo de energia no palácio (157 mil euros anuais) não seja substancial, a redução de emissões de CO2 e do consumo de combustíveis fósseis é significativa.

A ideia de proceder a uma auditoria ao perfil energético do complexo instalado no Palácio de Belém surgiu por ocasião das II Jornadas do Roteiro para a Ciência, em Março passado, altura em que o Chefe de Estado visitou alguns «bons exemplos» na área das energias limpas e renováveis.

«Prometemos e cumprimos», afirmou Cavaco Silva ao encerrar a sessão de apresentação da auditoria energética que mandou promover ao Palácio visando obter uma maior racionalização e optimização da energia nos edifícios do complexo presidencial.

O Presidente disse, a título de exemplo, que só na sala onde decorria o evento tinham sido substituídas mais de uma centena de lâmpadas antigas por outras de baixo consumo.

Cavaco Silva voltou a chamar à atenção para a excessiva dependência de Portugal em termos de energia importada e, principalmente, alertou para a necessidade de uma mudança no comportamento dos cidadãos consumidores.

«É preciso uma nova atitude», disse, sublinhando que Portugal necessita de apostar numa maior eficiência energética.

«O Estado deve dar o exemplo e os cidadãos devem adquirir comportamentos mais amigos do ambiente», desafiou.

«O Palácio de Belém quis dar o exemplo», disse, desafiando os responsáveis de outros edifícios públicos a seguirem o mesmo exemplo.

Nas intervenções levadas a cabo pelos auditores do INETI, GALP e EDP foi proposta a substituição da actual caixilharia, vidros duplos, isolamento de coberturas, instalação de um sistema solar térmico com 50 metros quadrados (que vai fornecer 75 por cento de energia necessária) e de um sistema de produção de electricidade, para além da mudança do consumo de gasóleo para gás natural.

O INETI, a EDP e a Galp aceitaram «com entusiasmo» o desafio de Cavaco Silva para procederem ao diagnóstico e apresentarem medidas destinadas a melhorar o desempenho energético do Palácio de Belém e tornaram hoje públicas as suas propostas.

A auditoria energética foi qualificada, por fonte oficial da Presidência da República, como tendo sido «exaustiva», tendo sido efectuada nos 18 mil metros quadrados de superfície do Palácio de Belém nos últimos cinco meses.

«Foi caracterizada a eficiência energética do Palácio de Belém em termos de desempenho energético», disse a fonte, sublinhando que os técnicos identificaram as medidas de optimização energética, procederam ao diagnóstico e apresentaram as recomendações a adoptar.

«O objectivo do Presidente da República foi o de dar o exemplo e conseguir ao mesmo tempo obter uma redução efectiva e significativa da factura energética e das emissões de CO2», afirmou a fonte.

Entre as medidas a adoptar no Palácio de Belém destacam-se alterações de funcionamento e de comportamento, racionalidade e optimização de consumo e novos equipamentos.

Diário Digital

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Livro de crónicas "Boca do Inferno"

Venho hoje falar-vos de um magnifico livro, que confesso que ainda não o li. Trata-se do livro do magnifico homem da comedia portuguesa Ricardo Araújo Pereira. Deixo vos aqui dois videos em que este, numa breve entrevista, dá a conhecer o livro, o motivo pelo qual o escreveu, e o seu conteudo. Aconselho vivamente a verem. Não se arrependeram. Tenho só um aviso a fazer. Após ver estes videos, comprei de imediato o livro. Por isso, se não desejarem gastar uns euritos, não vejam. Comprimentos aos leitores e um obrigado pela visita.