quinta-feira, julho 31, 2008

António Lobo Antunes - Assim como assim

Tanto ruído no interior deste silêncio: são as vozes dos outros a falarem em mim, pessoas de quem gostei, pessoas que perdi, gente que tenho ainda. Não me parece que herdei muito dos meus pais, dos meus avós: algumas coisas mais ou menos superficiais mas lá no fundo nada. Princípios, claro. Regras. O resto, quase tudo, fiz sempre sozinho. E estive sozinho nos momentos mais difíceis da vida, que sofri na carne como um cão: aquilo que, destilado, aparece nos livros, que são o itinerário de uma aprendizagem e de uma dor, a certeza da vida redimir a morte, da necessidade da alegria, de uma paz intransigente conquistada a pulso. A humilde capacidade de admirar as pessoas, respeitá-las, que tanto tempo levei a conseguir. Olhar nos olhos o que um ano destes não serei. Custa-me a ideia de não escrever, um dia. Do mundo continuar sem mim. De perder corpos, calor: o que ganharei em troca? O meu pai foi-se embora há quatro anos: percebo hoje que existia entre eu e a morte, a defender-me sem saber que me defendia e que a partir de então, quando ela tocar à campaínha, é a minha vez de abrir a porta: não quero chegar à maçaneta a tropeçar, quero mostrar-lhe a casa limpa e pronta. Dizer a quem se achar ao meu lado
– Eu já venho
e descer as escadas. Não se incomodem, não se levantem: sou capaz de descer as escadas sem ajuda até vários palmos abaixo da terra. Espero que haja sol nesse dia, um arrepio alegre nas árvores. Não se incomodem que eu já venho. Sentir-me-ão nos objectos, deixarão de sentir-me a pouco e pouco à medida que a saudade se atenua. Continuarei aqui através dos meus livros, na altura em que ninguém meu conhecido sobrar. Ficam retratos, claro, reflexos pálidos do que fui. Depois nem sequer os retratos, um nome apenas. Páginas e páginas que não imaginarão o que me custaram, a luta permanente, a dificuldade em limpá-las. Tem de passar-se as passas do Algarve para dar prazer ao leitor. Espero que Deus me conceda acabar três ou quatro textos, deixá-los prontos para que outros construam por cima, como eu construí por cima dos que me precederam. Se alguma dignidade de homem tenho deu-me a Arte. Hipócrates: a Arte é longa, a Vida breve, a Experiência enganadora e o Juízo difícil. O meu pai tinha isto num rectângulo de papel, no seu gabinete do hospital. A Arte é longa, a Vida breve. Se te sentes desfalecer pega na tua própria mão para ganhares coragem. Talvez dê resultado. Tentaste. É noite agora, corri as cortinas, estou sozinho. Faltam-me os meus amigos, falta-me o mar. Estantes cheias de lombadas, esta mesa. A esferográfica que lá vai andando aos tropeções. Os cigarros são a água com que empurro a comida das frases. Gostava de deixar de fumar, uma escravidão estúpida. Eis-me sozinho rodeado de vozes. Ninguém me pode ajudar a fazer isto. Se cair do trapézio a responsabilidade é minha e o aleijar das costas também. Conseguirei agarrar o próximo, falharei? Não me interessa narrar histórias, contento-me em abrir o coração. A minha mãe fez noventa anos em dezembro: limita-se a esperar numa cadeira. No que me respeita não vou esperar numa cadeira: a mão desenhará letras até ao fim. Esta não é uma crónica melancólica: é a obstinação do ofício que pratico desde que me conheço, afastando sempre o que o estorvava. Pagam-me para fazer o que faria de qualquer maneira e portanto sou uma criatura feliz. Na altura em que a morte, de que falei há bocado, chegar, já a venci. Amanhã na batalha pensa em mim: título do meu amigo Javier Marías. Hoje na batalha penso em vocês, não deixo de pensar em vocês. Somos tantos, cada um de nós é tantos.
Há horas cortei o cabelo: à minha frente, no espelho, um sujeito a quem cortavam o cabelo e me olhava. Parecíamos desconfiar um do outro e tive vontade de pedir-lhe desculpa por o tratar tão mal, comendo não importa o quê, dormindo pouco, não lhe dando atenção. São Francisco de Assis: confesso que tratei muito mal o meu pobre irmão corpo. Haja alguma coisa em que São Francisco e eu sejamos colegas. Lá estava o António com as madeixas a tombarem na toalha, aquela boca, aqueles olhos. Rugas: serão do espelho ou minhas? Que idade tenho? Sei lá: muda constantemente, para trás, para o lado, às vezes foge-me, outras regressa: ao cortar o cabelo estava ali, viva. E é impossível ser aquilo, é impossível ser isto. Nada em comum entre nós e o cabelo a descer para a toalha, sem cessar. Veio-me à ideia o barbeiro do meu avô, o senhor Melo, a rua 1.º de Dezembro, manucuras que eu achava lindas, tão perfumadas, tão gordas, a arrulharem: devo-lhes a minha primeira erecção consciente, pensei em pedir-lhes para casarem comigo, as duas, de uma vez. Não pedi. Quer dizer pedi sem as palavras e não me responderam, ocupadas a fazerem festinhas nos dedos de uns cavalheiros quaisquer, de joelho activamente
(gosto do activamente)
encostado à perna deles. De modo que ao conhecer o desejo conheci o ciúme. E a indiferença já agora, porque não me ligaram nada. Que teria eu de mal para além de oito anos? E oito anos é um defeito assim tão grande? Ninguém sabia, claro, que eu era o escritor mais importante do mundo e maçava-me elas não o reconhecerem com um relance apenas. Um génio ao alcance do braço e as manucuras zuca zuca na fazenda dos cavalheiros. O senhor Melo, esse, entendeu-me o olhar
– O avôzinho nunca deixa que lhe toquem
e eu a achar de imediato que o meu avô era parvo. Mal entrei em casa fui à brilhantina do meu pai
(um boião pegajoso)e penteei-me para trás. Só me faltava o smoking e uma actriz ao lado para ser Gary Cooper
por uma pena. Gary Cooper, na minha forma de ver, não andava longe de Camões, de maneira que me espantou, ao jantar, mandarem-me comer a sopa mais depressa. Não imaginava
(não imagino)
a mãe de Gary Cooper e Camões (uma para ambos chega)
a mandá-los comer a sopa mais depressa. Recordo-me de afirmar
– Sou melhor que Camões e Gary Cooper juntos e multiplicados por dez
e ainda hoje estou para compreender o que significava o silêncio que se seguiu.


Artigo de opinião de António Lobo Antunes in www.visão.pt

domingo, julho 06, 2008

Conselhos úteis

Para ter casas (mais) eficientes


Conselho 1 – Isolamento, exterior ou interior, das paredes e telhado: os materiais mais usados são poliestireno e poliuretano. Pode reduzir até 30% do consumo de energia.



Conselho 2 – Janelas de vidro duplo com caixilho de corte térmico: pode reduzir até 50% das perdas térmicas, assim como o ruído proveniente do exterior.



Conselho 3 – Sistema solar térmico para aquecimento de águas sanitárias: cerca de 4 mil euros, com um prazo médio de retorno de 7 anos. Pode permitir uma poupança de 30 ou 40% na factura energética.



Conselho 4 – Envidraçados com grande exposição solar (sobretudo orientados para Sul) devem ser protegidos com persianas exteriores para reduzir os ganhos solares no Verão e maximizá-los no Inverno.



Conselho 5 – Pintura exterior preferencialmente com cores claras.





Para gastar menos energia



Três conselhos para reduzir o consumo, qualquer que seja a localização geográfica e a orientação solar:



Conselho 1 – Antes de se pintar as paredes exteriores, deve colocar-se um revestimento térmico sobre essas paredes e, de seguida, utilizar cores claras. Só na década de 90 é que a construção se tornou mais exigente no que respeita ao isolamento, o qual, entre outras vantagens, evita infiltrações de humidade, no Inverno. Os materiais mais usados são poliestireno e poliuretano. A solução também pode passar pela aplicação de um revestimento interior.



Conselho 2 – Instalar janelas de vidro duplo, com caixilho de corte térmico, para evitar o aquecimento excessivo, no verão, e o arrefecimento, no Inverno. Nas décadas de 50 e 60, as zonas de sombreamento, como varandas e terraços, eram valorizadas nas habitações. A partir dos anos 80, o fecho das varandas – com alumínio e vidros simples – criou autênticas zonas de sauna a troco de uns escassos metros quadrados a mais.



Conselho 3 – Substituir esquentadores por caldeiras e investir num colector solar térmico para aquecimento das águas sanitárias. Em Portugal, apenas um em cada 150 edifícios dispõe de equipamentos solares. Esse rácio desce para 1 em cada 20 imóveis, na Escandinávia e 1 em cada 5 na Grécia – cujo «horário solar» é muito semelhante ao de Portugal. O aproveitamento solar é, aliás, a melhor forma de tornar uma casa «mais verde».
Retirado de www.Visão.pt

Energia - Casas (mais) eficientes




A partir de Janeiro, nenhum imóvel, novo ou usado, poderá ser vendido sem que o proprietário exiba o respectivo certificado de eficiência energética. Já é assim para os edifícios a estrear. SAIBA COMO TORNAR A SUA CASA MAIS EFICIENTE



por Clara Teixeira - 04 Jul 2008

Quem quiser vender uma casa, a partir do próximo ano, vai ser obrigado a apresentar, no momento da transacção, o certificado de eficiência energética do imóvel. Tal como sucede com os electrodomésticos, a classificação dos imóveis – sejam residências, sejam escritórios ou lojas – vai ser feita de acordo com uma grelha, em que a letra A representa o melhor e a letra G o pior grau de utilização racional da energia. De acordo com a legislação em vigor, nenhum imóvel, novo ou usado, poderá ser transaccionado depois de 1 de Janeiro de 2009 sem que o proprietário disponha do respectivo certificado, a atestar a boa (ou má) performance energética do local. A boa notícia é que ninguém vai ter a sua casa «chumbada», mesmo que venha a ser avaliada com um G – no processo de certificação, são aconselhadas medidas para reduzir o consumo de energia no imóvel, que tanto o vendedor com o comprador podem acatar, antes ou depois da transacção. A má notícia é que, para obter esta certificação, o proprietário tem de recorrer a um perito e pagar, muito provavelmente, entre 2 e 3 euros por metro quadrado. Numa habitação com uma área 100 metros quadrados, a factura final pode ascender a 200 ou 300 euros. Uma despesa que, salvo acordo entre as partes, fica a cargo de quem vende.
«Um certificado de eficiência energética não se limita a atribuir uma classificação», explicou à VISÃO o director-geral da Agência para a Energia (Adene), que está a conduzir este processo. O perito, além de olhar para os materiais de construção, a orientação solar e os equipamentos disponíveis, de forma a calcular o consumo de energia, diz também quais as medidas que o proprietário pode tomar para melhorar o seu imóvel, diminuindo a factura energética, de forma a obter uma classificação superior a B – (um imóvel é considerado eficiente quando obtém uma nota entre A + e B -). O investimento necessário, assim como o retorno médio esperado, também constam do documento. A atenção dos peritos vai ser centrada no aquecimento de águas sanitárias e na climatização do ambiente (aquecimento e arrefecimento do ar interior). «Qualquer que seja a classificação, ela diz-nos quais as necessidades energéticas de um imóvel», adianta Alexandre Fernandes. Por exemplo, um espaço com nota G pode igualar a performance de um espaço B -, mas para isso vai consumir três vezes mais energia. Outro exemplo: uma casa A + tem apenas um quarto das necessidades energéticas de uma casa B -. Só depois de olhar para a informação do certificado, o cliente saberá o que está a comprar e também, se fizer contas, quanto terá de gastar caso pretenda melhorar o espaço que vai adquirir. E pode fazê-lo de várias formas (ver caixa Gastar menos).
Certificado obrigatório
Desde o passado dia 1 de Julho que a apresentação deste documento é obrigatória no momento da venda de qualquer edifício novo, independentemente da sua dimensão: numa primeira fase, só os imóveis com área superior a mil metros quadrados estavam abrangidos por esta lei, criada no âmbito do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE). Na terceira e última etapas, previstas para 2009, todos os imóveis, novos ou usados, independentemente da dimensão e do fim a que se destinam, serão obrigados a apresentar o certificado no momento em que sejam transaccionados. A razão é simples: os edifícios são responsáveis por 40% do consumo de energia na Europa e, se forem aplicadas medidas destinadas a reduzir esse valor, obtém-se uma diminuição de 400 milhões de toneladas na emissão de CO2.
A ADENE está já em conversações com as principais agências imobiliárias para fazer acções de formação junto dos seus funcionários – a quem compete sensibilizar os clientes para a necessidade de pedir a certificação, antes de uma venda. Para garantir que os proprietários vão requerer o necessário certificado, a ADENE está ainda a estudar o que fazer. Os efeitos do Simplex, que veio dispensar de escritura notarial a venda de imóveis, obrigam a estudar outra forma de controlar o processo, de forma a garantir que os certificados são exibidos. A hipótese mais provável é exigir a sua apresentação no acto de emissão dos registos do imóvel.
Alexandre Fernandes garante que em Janeiro não irão faltar peritos para a certificação. Em formação, estão 1 820 pessoas. No final de 2009, a bolsa deverá contar com 2 mil especialistas. «O ideal é fazer a certificação energética de um imóvel, com cem a 120 metros quadrados, em apenas quatro horas» – ainda assim, um pouco mais demorada do que a avaliação financeira do imóvel que é exigida pelos bancos.
Em certas situações, o valor a pagar pela certificação energética poderá revelar-se elevado, mas «tem retorno», alerta Alexandre Fernandes. Os proprietários das habitações classificadas com A ou A+ podem obter maiores deduções fiscais em sede de IRS, beneficiando de uma majoração de 10% quando declaram os montantes aplicados em juros e amortizações de dívidas contraídas para a construção ou aquisição de imóveis para habitação própria. E, a partir de 2008, qualquer contribuinte vai poder deduzir até 30% dos gastos com equipamentos renováveis, independentemente de ter contraído ou não dívidas para a aquisição ou construção da habitação – ao contrário do que era regra até agora. Com a escalada do preço do petróleo, a factura energética dos portugueses tende a aumentar. Resta a redução do consumo, a opção pelas energias renováveis e a obtenção de ganhos fiscais.
por Clara Teixeira - 04 Jul 2008

quinta-feira, julho 03, 2008

Caos é sempre que um camionista quiser

Talvez um dos sinais mais importantes para perceber o nosso tempo (isto supondo, claro, que é possível perceber o nosso tempo) seja o facto de o Oráculo de Delfos ter perdido toda a sua popularidade para o Oráculo de Bellini. A diferença essencial entre os dois é que o segundo leva 75 euros à hora. De resto, o primeiro recomendava «Conhece-te a ti mesmo», o que, pelo menos no meu caso, constitui um péssimo conselho. Conheço-me apenas de vista, e já é bom. Um conhecimento profundo obrigaria a uma convivência mais intensa, e eu não me dou com gente desta. Sei apenas que dificilmente mereço fazer parte daquilo a que se chama Humanidade. Enquanto grupo, percorremos um longo caminho, desde o macaco até àquilo que somos hoje, mas eu não há maneira de o esconder continuo inquietantemente próximo do macaco.
A Humanidade foi à Lua, é certo, mas eu não sei como. Às vezes tenho dificuldade em ir à Brandoa sem parar para pedir indicações. Parece que fizemos a fusão do átomo, mas eu, pessoalmente, nem sei reconhecer um átomo se o vir na rua, quanto mais fundi-lo. Em contraponto, descasco maravilhosamente amendoins. Sou competente a catar piolhos. Aprecio uma banana de vez em quando. Não me digam que não continuo mais próximo do macaco do que do homem moderno.
A minha sorte é que o mundo não é do homem moderno. O mundo, percebemo- -lo esta semana, está nas mãos dos camionistas. A mesma sociedade que coloca uma sonda em Marte paralisa se os camionistas se chateiam. A era da tecnologia, da Internet, dos arranha-céus e da conquista do espaço não pode nada contra os profissionais da camionagem. A Humanidade descobriu vacinas para quase todas as doenças, mas os camionistas conduzem veículos que são mesmo muito pesados. A Humanidade inventa máquinas, constrói pontes e escreve poesia, mas os camionistas atiram pedras e aquilo aleija. A Humanidade não tem hipótese nenhuma contra os camionistas.
Parece claro que o homem mais poderoso de Portugal não é José Sócrates, nem Belmiro de Azevedo, nem Manuel Luís Goucha (embora eu não seja daqueles que negligenciam o poder do programa Você na TV). O homem mais poderoso de Portugal é o Cajó, que conduz um Scania de 12 rodados. Se ele convencer os amigos a não trabalharem durante 15 dias, acaba a comida, a água e a gasolina. A nossa civilização está a uma semana de distância do estado de sítio. Se o Cajó acordar maldisposto, isto descamba.

Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira Quinta-feira, 3 de Julho de 2008 in visão

quarta-feira, julho 02, 2008

Desculpas a todos os leitores

Venho por este meio pedir as minhas sinceras desculpas a todos os leitores deste blog, já que à muito que aqui não escrevo...
A vida de estudante tem alguns momentos em que não há tempo para nada, e isso sucedeu-se comigo...
Irei interromper com a ideia proposta de publicar textos e vídeos sobre os jogadores que foram representar Portugal ao euro, e continuarei a publicar artigos de opinião publica e de novas tecnologias...
Mais uma vez, as minhas desculpas...
João Lopes

terça-feira, junho 10, 2008

Nuno (12)

Nuno Herlander Simões Espírito Santo mais conhecido por Nuno Espírito Santonasceu a 25 de Janeiro de 1974 na antiga colônia de São Tomé e Príncipe.

Em julho de 2002, o F.C. Porto pagou €3m para trazer Nuno de Espanha. É lembrado por fazer parte da equipa do F.C. Porto que venceu a Liga dos Campeões Europeus de 2003-04, e no qual substituiu Vítor Baía durante a Taça Intercontinental contra o Once Caldas. Voltou nesta época (2007/08) ao F.C. Porto após uma aventura pelo clube de Vila das Aves onde se afirmou novamente como um dos melhores guarda redes portugueses.

Nuno, que nunca jogou pela Seleção Portuguesa principal mas foi convocado para Euro 2008 para substituir Quim, que se lesionou na véspera do início da competição.
PS: Por motivos de não encontrar na net um video disponivel, nao publico video sobre o grande guarda redes Nuno.

segunda-feira, junho 09, 2008

Rui Patricio 22

Rui Pedro dos Santos Patrício (Marrazes, 15 de Fevereiro de 1988) é actualmente guarda-redes do Sporting Clube de Portugal e é apontado como uma grande promessa do futebol português. Os responsáveis Sporting Clube de Portugal veêm nele o futuro dono da baliza do clube devido à ja grande segurança e qualidade que evidencia apesar de ainda muito jovem.

Fez a sua estreia na Liga BetAndWin a 19 de Novembro de 2006, na vitória do Sporting sobre o Marítimo na Madeira (10ª jornada), onde defendeu um penálti a 15 minutos do final do jogo segurando assim a vitória da sua equipa. Rui Patrício é presença assídua nas selecções nacionais jovens contando com internacionalizações nos escalões sub-18, sub-19 e sub-20. Participou no último Mundial de sub-20 que teve lugar no Canadá em 2007 no qual se destacou como um dos melhores da selecção portuguesa.


Na época 2007-2008, Rui Patrício, voltou à titularidade no empate fora 1-1 frente ao Leixões, no dia 24 de Novembro de 2007, para três dias depois estrear-se com uma sólida exibição na Liga dos Campeões, em Old Trafford, na derrota do Sporting contra o Manchester United por 2-1, sofrendo o golo da derrota nos descontos num livre directo de Cristiano Ronaldo.



Ricardo 1

Ricardo Alexandre Martins Soares Pereira, conhecido simplesmente como Ricardo (Montijo, 11 de Fevereiro de 1976) é um guarda-redes português, que defende actualmente a baliza do Real Betis Balompié. Além disso é o guardião titular da Selecção Portuguesa de Futebol que já representou 62 vezes.

Em 94/95 começou a sua carreira no clube da sua terra, o Montijo, que se encontrava na II divisão B. Fez 18 jogos a contar para o campeonato enquanto lá estava mas depois foi transferido para a I divisão onde jogou no Boavista. A sua estreia no clube, e consequentemente na I divisão, foi no jogo Boavista - Belenenses (1-1) que se realizou no dia 2 de Fevereiro de 1997. É também importante salientar que o guarda-redes jogou todo o jogo não tendo qualquer espécie de lesão.

No mesmo ano Ricardo ganhava o seu primeiro título como jogador: o Boavista tinha conquistado a Taça de Portugal e um ano depois, em 97/98, é conquistada a Supertaça de Portugal.

Sempre muito acarinhado pelos adeptos, foi determinante na conquista do primeiro campeonato boavisteiro (em 2000/01) e depois também na caminhada europeia que em 2003levou o Boavista às meias finais da Taça UEFA.

Na época 03/04 Ricardo transferiu-se para o Sporting.

Mas Ricardo chegou ainda mais longe, ficou célebre por ter defendido uma grande penalidade sem luvas no desempate dos quartos de final do Euro 2004 realizado em Portugal, onde a equipa da casa jogou com a Inglaterra, tendo posteriormente sido o marcador da ultima grande penalidade, que qualificou a selecção portuguesa para as meias-finais da prova (Euro 2004).

Recentemente, no Mundial de 2006, defendeu três penaltis contra a Inglaterra, colocando a Selecção portuguesa entre as 4 melhores equipas do Mundo. Actualmente é jogador do Real Bétis em Espanha.

Palmarés

Outros



domingo, junho 08, 2008

Quim 12

Joaquim Manuel Sampaio Silva mais conhecido por Quim (Vila Nova de Famalicão, 13 de Novembro de 1975), jogador de futebol português que representa actualmente o Benfica. Estreou-se no principal campeonato Português na época de 1994/1995 ainda ao serviço do seu anterior clube, Sporting Clube de Braga. Em pouco tempo ganhou o lugar na sua equipa e a sua qualidade e trabalho desenvolvido foram reconhecidos com a chamada à Selecção Portuguesa em 1999. Não participou no Mundial de 2002 devido a um controlo anti-doping positivo. Na época 2004/05 deu finalmente o salto para um grande clube, o Benfica, acabando por conquistar a titularidade e o seu primeiro título de Campeão Português. Lesionou-se recentemente ao serviço da selecçao nacional no euro 2008, com uma fractura no pulso, sendo substituido por nuno espirito santo.



->Palmarés:

  • Campeão Europeu Sub 18 ;

  • Vencedor Taça de Portugal 2003/2004 ;

  • Vice Campeão Europeu 2004 ;

  • Vencedor da Super Taça 2004/2005 ;

  • Campeão Nacional 2004/2005


Euro 2008




Com a chagada do euro e com a excelente entrada da selecção Portuguesa no jogo contra a selecção turca, nestes próximos dias, irei publicar aqui alguns vídeos sobre os heróis Portugueses ("ESPERO EU"), que de tudo farão para que o sonho Luso se concretize. A vitória de um campeonato europeu. Já estivemos perto em 2004... Mas dos segundos lugares não reza a historia. É preciso mais e melhor... E neste europeu, acredito...

sexta-feira, maio 30, 2008

Força Portugal

Como Português que sou, e que me orgulho em ser, quero aqui deixar um "Força Portugal" a toda a selecção Nacional e a todos os Portugueses. Sim, porque apesar de a maior parte de nós, Portugueses, não termos possibilidade de acompanhar os jogadores até á Áustria-Suíça, ficaremos cá, numa televisão mais próxima a sofrer e a vibrar por eles. Confesso que no Mundial de 2006 quase me dava um ataque no jogo Portugal-Inglaterra. Aqueles malditos penalty´s quase me mataram do coração. É com este pensamento que deixo também um força Portugal a todos os Portugueses.
Quero também deixar aqui o aviso para que quem, por algum motivo, ainda não é sócio da nossa Selecção, que se faça o mais rapidamente possível aqui (Não tem custos nenhuns). Está provado que quando os Portugueses se juntam numa causa, saímos sempre bem vistos e orgulhosos de Portugal. É com o futebol, com a volta a Portugal em bicicleta, é no rugby...

Deixo agora um pequeno vídeo retirado do youtube com algumas imagens do Universo Português em redor da nossa selecção.

BOA SORTE SELECÇÃO... E conquistem o "raio da taça de vez"!!

Euro 2008

Agora que terminou o campeonato nacional de futebol, o povo português pode enfim concentrar-se naquilo que verdadeiramente importa: o campeonato europeu de futebol. O facto de a competição se disputar, desta vez, no estrangeiro, não nos isenta do dever de, num acto prenhe de patriotismo, voltarmos a engalanar as nossas janelas com as melhores bandeiras portuguesas que se fabricam em território chinês. Em 2004, o professor Marcelo incentivou os portugueses a desfraldarem bandeiras nacionais por essas vidraças afora, de modo a mostrar a toda a gente o orgulho que nós, enquanto povo, temos em fazer compras nas lojas dos trezentos. Desta vez, se me permitem, gostaria de me adiantar ao professor Marcelo numa proposta de elevado valor patriótico. Saliente-se que o faço por simples amor ao País, e não por querer ser Presidente em 2016. A minha sugestão é a seguinte: além da bandeira nacional, ornamentemos os nossos parapeitos com um busto da República e uma fotografia do Cavaco. Nada contra a bandeira, que é bonita e ondula ao vento como ninguém (melhor do que o busto, por exemplo), mas desbota depressa e tem tendência para esfiapar ao fim de uma semana ou duas.Já o busto, que é de gesso, resiste melhor à intempérie. Além disso, como a República tem um seio de fora, entusiasma um pouco mais (com todo o respeito para com a esfera armilar, também ela muito sensual, à sua maneira). A fotografia do Presidente, além de completar este ramalhete patriótico, contribui para espantar os pombos, inibindo a passarada de debicar a bandeira e de se empoleirar no busto.Confesso que ficarei muito triste se o povo português, que aderiu tão maciçamente à proposta do professor Marcelo, não fizer caso da minha só porque é um pouco mais onerosa e, em certa medida, parva. Mas a desilusão será mitigada pelo facto de o País já estar completamente empenhado no Euro, e com razão.O Público de segunda-feira trazia uma interessante reportagem que juntava especialistas em futebol, como Humberto Coelho ou Bruno Prata, e completos leigos que pouco ou nada sabem sobre bola, como José Diogo Quintela ou Artur Jorge. Afinal de contas, já só faltam 23 dias para o jogo de abertura. Não temos muitos dias para iniciar a nossa preparação, enquanto adeptos. Em meados de Junho, teremos de estar com os níveis de patriotismo no ponto certo para apoiar os jogadores da selecção nacional e suportar com denodo a desilusão que eles vão proporcionar-nos desta vez. Todo o tempo é pouco.
Retirado de www.visao.pt
Artigo de opinião de Ricardo Araújo Pereira